As Aventuras De — Azur E Asmar

O resultado é hipnotizante. O espectador sente a profundidade do palácio, a vastidão do deserto e a magia da floresta encantada. A cena da invasão do palácio do "Pai dos Djins" é um espetáculo de cores e formas que nenhuma outra animação ousou reproduzir. A maioria dos contos de fadas ocidentais coloca o herói loiro e de olhos azuis como o centro virtuoso da história. As Aventuras De Azur E Asmar faz o oposto. Inicialmente, Azur é arrogante, impraticável e até um pouco patético. Ele quase morre de fome porque recusa comer com as mãos ou se misturar aos "nativos".

Se você ainda não conhece ou deseja revisitar esse clássico moderno, prepare-se para mergulhar em um mundo de palácios deslumbrantes, fadas misteriosas e uma mensagem que ecoa fortemente até os dias de hoje. A história começa na região da Bretanha, na França. Um nobre cavaleiro e seus servos criam um filho loiro de olhos azuis chamado Azur . Para ajudá-lo na criação, contratam uma bela e bondosa ama de leite oriunda do Magrebe (norte da África). A ama traz consigo seu próprio filho, Asmar , da mesma idade que Azur. As Aventuras De Azur E Asmar

Os dois meninos crescem como irmãos, inseparáveis. A ama conta-lhes a lenda fascinante da , uma criatura mágica que habita uma terra distante e misteriosa, aguardando ser libertada. Ela promete a ambos os meninos que, um dia, eles a encontrarão. O resultado é hipnotizante

No vasto universo da animação mundial, onde o cinema americano e japonês frequentemente dominam as conversas, existe uma joia rara que brilha com luz própria. Estamos falando de As Aventuras De Azur E Asmar (no original francês: Azur et Asmar ). Lançado em 2006 pelo aclamado diretor francês Michel Ocelot (conhecido por Kirikou e a Feiticeira ), este filme é muito mais do que uma simples história para crianças; é uma experiência sensorial, uma fábula sobre tolerância e uma obra-prima da técnica de recortes digitalizados. A maioria dos contos de fadas ocidentais coloca

--

Asmar, por outro lado, é competente, corajoso e justo. Ele é o "príncipe" da terra, e o filme não o trata como um coadjuvante exótico. Ele tem agência, fúria, amor e ciúmes. A mensagem é clara: não há um herói superior. Ameaças como o gigante Cracabô (um “pássaro-cegonha” aterrorizante) só podem ser vencidas pela cooperação entre os dois. Uma das decisões mais brilhantes de Ocelot foi o uso da linguagem. No início, quando Azur chega ao Magrebe, as pessoas falam árabe (ou um dialeto fictício similar). Azur não entende nada, e o espectador também não, pois o filme não oferece legendas instantâneas para o público que não fala o idioma.

Читайте также

Обсуждение